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28.07.2010
Confiança da indústria tem queda pela 2ª vez consecutiva, diz FGV
G1

Confiança da indústria tem queda pela 2ª vez consecutiva, diz FGV.Em julho, a queda foi de 1,5% sobre o mês anterior.Para fundação, resultado indica desaceleração do setor industrial.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas registrou queda pela segunda vez consecutiva. Em julho, o recuo do índice foi de 1,5% em relação a junho, ao passar de 115,3 para 113,6 pontos, com ajuste sazonal, de acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira (28).

De acordo com a FGV, o resultado indica desaceleração do ritmo de atividade no setor industrial. Agora, o ICI retorna ao nível de janeiro deste ano e fica próximo do patamar de julho de 2008, antes da crise financeira internacional.

Nesse mesmo levantamento, de julho, a fundação apontou que o Índice da Situação Atual (ISA), um dos dois indicadores que compõem o ICI, caiu 2,2%, para 116,7 pontos - o menor nível desde fevereiro de 2010 (113,4 pontos). Todos os itens que integram o índice tiveram resultados menos favoráveis em julho. O destaque ficou com o indicador de satisfação com o nível da demanda, que recuou 4,0% em relação ao mês anterior.

Já o Índice de Expectativas (IE) teve queda de 0,8%, ao passar de 111,3 para 110,4 pontos - o menor desde outubro de 2009 (109,0 pontos). O índice está 6,7% abaixo do ponto máximo registrado este ano, de 118,3 pontos, em fevereiro.

Expectativas

O quesito que mede as expectativas em relação ao ambiente dos negócios nos seis meses seguintes foi o único com evolução favorável entre os que integram o IE. Das 1.147 empresas consultadas pela pesquisa, 54,7% esperam melhora da situação dos negócios no segundo semestre e 0,7%, piora, o menor percentual da série. Em junho, esses percentuais haviam sido de 54,8% e 2,0%, respectivamente.

O Nível de Utilização da capacidade instalada da indústria (NUCI) recuou de 85,5% para 85,1% entre junho e julho, voltando ao patamar de abril de 2010. A média do trimestre maio-julho de 2010, de 85,2%, é inferior à média dos 12 meses anteriores à crise, de 85,8%, e superior à média histórica desde janeiro de 2003 (83,1%).

 
 
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